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Tópico 4: Hipotálamo e Hipófise - alto rendimento e questões

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Sobre este tópico

Revisão estratégica dos eixos hipotálamo-hipofisários com banco de 15 questões comentadas.

Conteúdo

ARQUITETURA DO SISTEMA Hipotálamo: central neuroendócrina que integra sinais neurais e hormonais. Hipófise anterior (adenohipófise): recebe hormônios hipotalâmicos via sistema porta e secreta ACTH, TSH, LH/FSH, GH e prolactina. Hipófise posterior (neuro-hipófise): armazena e libera ADH (vasopressina) e ocitocina, produzidos no hipotálamo. HORMÔNIOS HIPOTALÂMICOS (mapa de prova) - CRH -> ACTH -> cortisol - TRH -> TSH -> T4/T3 - GnRH pulsátil -> LH/FSH -> esteroides sexuais - GHRH (+) / somatostatina (-) -> GH -> IGF-1 - Dopamina (-) -> prolactina Feedback negativo: em geral, hormônio periférico baixo com tropina baixa/normal sugere insuficiência central. Exemplo clássico: T4 livre baixo + TSH normal/baixo = hipotireoidismo central. SÍNDROMES QUE MAIS CAEM 1) Hiperprolactinemia: prolactinoma, drogas, hipotireoidismo primário e efeito de haste (stalk effect). 2) Acromegalia: rastreio com IGF-1; confirmação com teste de supressão com glicose (GH não suprime). 3) Cushing: triagem com testes validados (ex.: dexametasona 1 mg overnight, cortisol salivar noturno, cortisol urinário livre). 4) Hipopituitarismo: se houver insuficiência adrenal central, repor glicocorticoide antes da levotiroxina. 5) Apoplexia hipofisária: emergência com cefaleia súbita intensa, sinais visuais/neurológicos e possível instabilidade hemodinâmica. 6) DI central x SIADH: DI tende a poliúria hipotônica e hipernatremia; SIADH tende a hiponatremia hipotônica com urina inadequadamente concentrada. 7) Incidentaloma hipofisário: avaliar função hormonal, efeito de massa e seguimento por risco/tamanho. Este tópico foi estruturado para estudo de prova e tomada de decisão clínica baseada em eixo fisiopatológico.

💡 Dicas

Questões

1. Mulher de 41 anos, fadiga e ganho de peso. T4 livre baixo e TSH 1,2 (normal). Melhor interpretação:

2. Homem de 35 anos com macroadenoma selar comprimindo haste. PRL 85 ng/mL. Mecanismo mais provável:

3. Mulher de 28 anos, amenorreia e galactorreia. PRL 220 ng/mL. RM: microadenoma hipofisário. Melhor conduta inicial:

4. Homem de 49 anos com aumento de mãos/pés, ronco e HAS. Melhor exame inicial para rastreio de acromegalia:

5. Suspeita clínica de acromegalia e IGF-1 elevado. Qual exame confirma?

6. Homem de 57 anos com adenoma conhecido: cefaleia súbita intensa, vômitos, ptose, diplopia e PA 85/50. Conduta inicial mais importante:

7. Paciente com hipopituitarismo: cortisol baixo (insuficiência adrenal central) e T4L baixo com TSH normal. Conduta correta:

8. Mulher de 33 anos pós-cirurgia selar: poliúria intensa, sede, Na 150 mEq/L e urina muito diluída. Melhor diagnóstico:

9. Homem de 72 anos com Na 118, osmolaridade plasmática baixa, euvolemia e urina inadequadamente concentrada. Conduta núcleo no SIADH inclui:

10. Mulher de 60 anos com lesão selar de 12 mm (macroincidentaloma), sem sintomas visuais. Conduta inicial correta inclui:

11. Mulher de 32 anos pós-parto com hemorragia importante, incapacidade de lactar, fadiga e amenorreia persistente. Diagnóstico mais provável:

12. Paciente com ganho de peso centrípeto, fraqueza proximal e equimoses fáceis. Um teste inicial apropriado para triagem de Cushing é:

13. Paciente com doença de Cushing por adenoma hipofisário confirmado. Primeira linha quando factível:

14. Qual afirmação sobre GnRH e eixos hipotalâmicos é correta?

15. Paciente com T4L alto e TSH não suprimido. Qual achado favorece TSHoma em vez de resistência ao hormônio tireoidiano?