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Tópico 6: Paratireoide, Cálcio e Metabolismo Ósseo (Osteoporose)

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Sobre este tópico

Alto rendimento para residência: hipercalcemia/hipocalcemia, hiperparatireoidismo primário, FHH, crise hipercalcêmica e terapias da osteoporose.

Conteúdo

MAPA MENTAL DE PROVA: CÁLCIO–PTH–VITAMINA D 1) Confirmar se o cálcio alterado é real - Em dúvida clínica/laboratorial, priorizar cálcio ionizado. - Quando disponível apenas cálcio total, considerar correção por albumina conforme protocolo do serviço. 2) Hipercalcemia: começar pelo PTH - Cálcio alto + PTH alto/inapropriadamente normal -> padrão PTH-dependente (ex.: PHPT, lítio, tiazida, hiperPTH terciário, FHH). - Cálcio alto + PTH baixo -> padrão PTH-independente (malignidade/PTHrP, intoxicação por vitamina D, granulomatoses, mieloma, etc.). 3) Hipercalcemia grave (emergência) - Base do manejo: hidratação com SF 0,9%, monitorando status volêmico. - Considerar anti-reabsortivo EV (ex.: bisfosfonato) conforme gravidade/causa e função renal. - Diurético de alça não é rotina para baixar cálcio; considerar apenas se sobrecarga hídrica após reidratação. 4) Hiperparatireoidismo primário (PHPT) - Critérios de cirurgia em assintomáticos incluem: cálcio sérico > 1 mg/dL acima do limite, critérios ósseos (T-score <= -2,5/fratura), critérios renais (eGFR < 60, cálculo, hipercalciúria por limiar), e idade < 50 anos. 5) FHH vs PHPT - FHH é sugerida por hipercalcemia leve crônica, padrão familiar e relação cálcio/creatinina urinária muito baixa (ex.: < 0,01). 6) Hipocalcemia/hipoparatireoidismo - Triângulo de prova: cálcio, PTH e magnésio. - Hipocalcemia sintomática grave (tetania/convulsão/QT longo): cálcio EV com monitorização. - No manejo crônico do hipoparatireoidismo, alvo é controle de sintomas com cálcio em faixa baixo-normal, evitando hipercalciúria e dano renal. 7) Osteoporose (residência) - Bisfosfonatos são primeira linha em muitos cenários de alto risco. - Denosumabe não deve ser interrompido sem transição para terapia anti-reabsortiva subsequente. - Romosozumabe é opção para risco muito alto por tempo limitado, seguido de consolidação anti-reabsortiva.

💡 Dicas

Questões

1. Mulher de 59 anos: cálcio total 11,2 mg/dL (alto), albumina normal, PTH 92 pg/mL (alto). Linha etiológica mais provável:

2. Homem de 71 anos, confusão, desidratação, creatinina elevada, cálcio 15 mg/dL. Primeira medida mais correta:

3. Após SF 0,9% e zoledronato EV, quando costuma ocorrer o nadir do cálcio?

4. Paciente com PHPT assintomático. Qual item isolado abaixo indica paratireoidectomia pelas recomendações atuais?

5. Homem com PHPT assintomático, sem nefrolitíase, eGFR 65, urina 24h cálcio 340 mg/d. Conduta conforme guideline:

6. Jovem de 26 anos, hipercalcemia leve crônica, PTH alto-normal, CCCR/UCCR 0,008 e mãe com hipercalcemia leve. Melhor hipótese:

7. Mulher de 40 anos pós-tireoidectomia total, parestesias, espasmo carpopedal, QT prolongado. Conduta imediata:

8. No hipoparatireoidismo crônico, qual é o alvo principal de tratamento?

9. Homem com sarcoidose, hipercalcemia e PTH suprimido. Tratamento direcionado à fisiopatologia mais provável:

10. Mulher de 67 anos em denosumabe há 3 anos deseja parar por conta própria. Conduta correta:

11. Sobre romosozumabe, qual assertiva é correta?

12. Mulher de 64 anos com dor óssea difusa, fraqueza proximal, Ca baixo-normal, fósforo baixo, PTH alto, FA elevada e 25-OH vitamina D muito baixa. Diagnóstico mais provável:

13. Homem de 70 anos, hipercalcemia com PTH suprimido. Próximo passo inicial mais útil:

14. No manejo agudo da hipercalcemia, qual afirmativa é correta?

15. Paciente com PHPT em seguimento. Qual evento torna cirurgia indicada conforme recomendações?